quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Enigma

Dessa vez eu resolvi trazer algo um pouco diferente para vocês: um enigma. A única dica que darei é a seguinte: estejam sempre atentos a aquilo que lhes é apresentado. Boa sorte.

--


Dois amigos decidiram fazer um teste de coragem em uma mansão assombrada na vizinhança. Eles seriam os únicos da escola capazes de tal façanha.

Já era meia noite quando chegaram.

A mansão estava abandonada há muito tempo e não tinha energia elétrica. Fora isso ela não estava tão destruída. Ainda haviam longos e escuros corredores onde qualquer coisa poderia aparecer.

Um deles começou a falar.

- Sabe, você conhece a história dessa mansão? Dizem que o filho da família que morava aqui foi brutalmente assassinado e seus olhos foram arrancados com uma faca. A família abandonou a mansão e nunca mais voltou. Dizem que é o filho da família que assombra este lugar agora.

Os dois brincaram na hora com essa história, mas depois de algum tempo o clima ficou muito tenso, e eles não paravam de pensar se algum fantasma apareceria.

Porém quando deram duas horas da manha eles decidiram ir embora. A noite havia sido mais tranquila do que eles imaginaram que seria.

- Tanto que falaram dessa mansão, no fim das contas não vi nada.

- Eu também não vi nada.

- E eu também não vi nada.

Ningen


Há alguns meses atrás teriam surgido relatos do avistamento de um estranho tipo de animal que vaga pelos oceanos Pacífico e Antárctico. Estes seres são conhecidos nessas regiões simplesmente como “Ningen”

O "Ningen", que se traduz como "humano" do japonês, foi apelidado assim pelos pescadores nipônicos do Pacífico. Histórias sobre o Ningen surgiram recentemente, a partir da década de 1990 quando vários homens do mar alegaram ter visto criaturas similares nadando em águas profundas. Estes pescadores profissionais ficaram espantados com o tamanho do monstro e ainda mais chocados por esta besta albina parecer vagamente humanoide.

As testemunhas dizem que ele mede entre 60 e 90 pés de comprimento (18 e 27 metros respectivamente) e pesa dezenas de toneladas. O Ningen é descrito como uma imensa criatura marinha semelhante a uma baleia, com pele de textura suave e pálida, quase branca, possuindo formato que lembra vagamente cabeça, tronco e apêndices de um ser humano. Alguns dos que o avistaram afirmam ainda que o Ningen tem uma cauda de sereia no lugar das pernas. No entanto, muitos outros insistem que ele possui nadadeiras semelhantes a membros que lhe permitem, inclusive, andar em terra como um bípede. Segundo alguns a criatura teria "mãos", dotadas de cinco dedos nas extremidades de braços longos e esguios.


Estes seres são sempre descritos como extraordinariamente grandes e de aparência esbranquiçada que os destaca na água. Muitos dos supostos observadores relataram que esses animais não têm características faciais distintas a não ser dois olhos enormes e uma fenda que lhes serve de boca. Segundo a maioria dos relatos, as criaturas teriam hábitos noturnos e prefeririam correntes marinhas frias.

Assim como as baleias, eles precisariam subir à superfície para respirar e quando o fazem lançam grande quantidade de água e espuma. Em algumas oportunidades eles foram vistos aos pares ou até em grupos maiores, embora na maioria das vezes sejam encontrados sozinhos. Machos e fêmeas seriam praticamente iguais sendo impossível distinguir o sexo, se é que existe uma separação por gênero.

Nas vezes em que foram avistados, os Ningen simplesmente nadaram ao redor das embarcações mantendo uma distância de pelo menos 10 metros. Barcos que tentaram seguir o animal descobriram que ele pode se mover velozmente e desaparecer em segundos mergulhando nas profundezas. Alguns teóricos conjecturam que os Ningen habitam águas profundas e que precisariam subir à superfície raramente, eles também viveriam sob calotas polares onde encontram nichos e depósitos de ar. O derretimento acelerado dessas calotas teria forçado os Ningen a se afastar do seu habitat natural possibilitando seu avistamento cada vez mais frequente.

Testemunhas também chamaram a atenção para o estranho canto do Ningen, que não se assemelha a nenhum som de animal marinho conhecido e que parece um longo lamento.

Não se sabe ao certo quando os primeiros relatos sobre essa criatura gigantesca começaram a circular​​; mas supõe-se que os Ningen ganharam notoriedade quando informações sobre seus avistamentos acompanhados de relatos apareceram on-line em fóruns populares de notícias no Japão. Um indivíduo anônimo que alegava trabalhar em um "navio de pesquisa do governo" fez um relato completo sobre o avistamento de uma dessas criaturas que presenciou no navio em que ele estava.

Segundo o relato dessa testemunha - corroborado mais tarde por outros colegas pesquisadores - os tripulantes foram atraídos ao convés pelo alerta de um dos vigias que havia visto o que inicialmente pensava se tratar de um "submarino estrangeiro". Quando o navio de pesquisa se aproximou do objeto ficou evidente que eles não estavam lidando com um veículo submergível, mas com uma forma de vida desconhecida. A tripulação observou com admiração a gigantesca criatura, tratada como algum tipo de baleia acometida de uma anomalia. O animal nadou a uma distância de no máximo 30 metros do navio, se movendo rapidamente, surgindo na superfície pelo menos duas vezes até que submergiu e não foi mais vista.

Há rumores persistentes que sugerem que os membros desta equipe oceanográfica registraram a aparição tirando fotografias e realizando filmagens extraordinárias da "coisa" durante o seu breve encontro. Tais imagens teriam sido suprimidas e confiscadas, a fim de poupar o instituto que promoveu a missão do constrangimento - e ruína financeira - de ser associado a este tipo de manchete sensacionalista. Sem dúvida, a explicação se refere ao suposto avistamento de "águas vivas gigantes" em 2002 que se provou um fiasco e arranhou a credibilidade do órgão de pesquisas oceanográficas do Japão que deu crédito a imagens falsas.

Não é preciso dizer que logo que essa ocorrência se tornou pública, através do relato de supostas testemunhas, o enigma ganhou interesse da imprensa e do público. Em novembro de 2007, o burburinho em torno desses monstros misterioso, e as fotografias que começaram a aparecer, era tão intenso que os editores da revista japonesa "Mu" publicaram um longo artigo sobre este acontecimento desconcertante.

A "Mu", é uma publicação semelhante a "Fate," uma revista que se dedica à difusão de informações sobre todos os tipos de fenômenos paranormais, o que inclui cryptids, o avistamento de animais e criaturas desconhecidos e não catalogados pela ciência. Em seu artigo sobre o Ningen a revista questionava a existência da tal criatura marinha, entrevistava autoridades, cientistas, biólogos e marinheiros além de questionar a possível existência de uma criatura marinha gigantesca. A edição foi um sucesso e o Ningen se tornou ainda mais popular, ganhando fama internacional.

Fotografias e desenhos da criatura ilustravam as páginas da revista. A "Mu" exibiu ainda uma imagem do Google Maps do que parecia ser uma criatura semelhante ao Ningen nadando no Atlântico Sul, próximo da costa da Namíbia.


Logo após a publicação do artigo, um dilúvio de cartas bombásticas, relatos exagerados, fotos desfocadas e vídeos com imagem granulada inundou a web com indivíduos afirmando terem visto a mesma criatura marinha em alguma ocasião. A maioria dos relatos e material gravado era no mínimo de origem questionável, sendo que alguns eram falsificações grosseiras. Outros, no entanto, eram simplesmente estranhos e impossíveis de serem avaliados. Mas alguns poucos causaram dúvida como a misteriosa fotografia de uma criatura bípede, semelhante a um cetáceo "caminhando" sobre calotas polares na Antártida.


O farto material alimentou a discussão e acalentou a teoria de que o governo japonês teria conhecimento da existência dessa forma de vida e que levava muito à sério qualquer relato feito por embarcações que afirmavam ter visto a criatura. De fato, existem inúmeros rumores sobre investigadores do governo ligados às forças armadas japonesas, sobretudo a Marinha, fazendo perguntas e entrevistando testemunhas.

Um dos boatos mais extraordinários envolveu o avistamento de um Ningen pela tripulação de um barco de pesca em águas japonesas aconteceu no ano de 2008. A tripulação do pesqueiro teria visto não apenas uma, mas duas das bizarras criaturas nadando em águas mais rasas. Os animais teriam circulado o pesqueiro várias vezes, rompendo a linha da superfície e se aproximando ficando a apenas cinco metros do costado. Na ocasião, os pescadores tiraram várias fotos e chegaram a fazer um vídeo curto da experiência. Eles teriam ainda gravado o som do canto do animal. A prova irrefutável teria sido negociada com um canal de televisão japonês, que comprou o material e pretendia apresentá-lo em um de seus programas. Na última hora, o material teria sido confiscado por autoridades que exigiram a entrega de todas as fotos e filmes sob pena de instauração de processo.

Os defensores da existência do Ningen afirmam que a maior parte das fotografias de má qualidade, montagens e narrativas simplórias que vieram à público foram criadas para encobrir a verdade e rejeitar toda e qualquer noção de que essas coisas possam ser reais. Segundo esses "teóricos de conspiração", a melhor maneira de desacreditar uma estória real é contá-la de uma forma que qualquer menção a ela pareça inacreditável, ridícula e em ultima análise delirante.


Qualquer entusiasta da ufologia defende que esta é a mesma tática usada pelos EUA e muitos outros governos para desacreditar fenômenos envolvendo os OVNIs. O maior de todos os fenômenos envolvendo um mistério ufológico, o famoso Caso Roswell parece seguir essa cartilha, nele supostos discos voadores foram tratados como balões metereológicos. Os céticos sugerem que esse método foi empregado para reduzir a paranoia crescente sobre "discos voadores" durante a Guerra Fria.

Afinal de contas o que seriam esses seres, qual seria sua origem? Seriam formas de vida inteligentes, sistematicamente ocultadas para o grande público? Alguma forma de vida alienígena ou milenar que possui parentesco com os humanos? Provavelmente nunca teremos certeza.


                          



O Quarto Íniquo


Esses dias eu estava no meu banheiro matando o tempo tentando ouvir os lamentos e os pedidos de socorro deles do outro lado da membrana que nos separa daquele lugar onde nossas leis não se aplicam, como sempre faço quando estou com tédio. Aí notei que a face que se esconde atrás da minha estante queria falar comigo. 

Quando empurrei o móvel para o lado, ela sorriu com seus dentes amarelos e sua expressão deformada e disse.

“Já faz tempo que não conversamos, mas você se lembra da coisa. Pois é, a coisa finalmente pegou sua mãe, quando ela passava no lugar de sempre.”

Eu fiquei um pouco bravo, pois sempre disse para minha mãe não passar por aquele atalho quando voltasse do trabalho justamente por que a coisa se escondia lá. Na árvore, em baixo dos carros, no buraco do muro: a coisa sempre ficava espreitando quando ela passava lá. 

Quando minha mãe chegou e trouxe meus alimentos, notei que ela tinha um sorriso estranho no rosto. Não era um sorriso de alegria, ou de algo engraçado. Era vazio, como quem guarda em si o vácuo de uma vida apagada. E de alguma forma, reconhecia em seus olhos, no fundo, o machucado da alma. Talvez fosse por lá que a coisa entrou. 

“Vou dormir mais cedo hoje, estou muito cansada. Não esqueça de colocar o cachorro para dentro, ele fica assustado com seu irmão andando em volta da casa a noite.” 

Tirando o fato de dormir cedo, a parte do pôr o cachorro era sempre a resposta robótica dela, besteira de mãe, claro: meu irmão nunca andava em volta da casa, foi justamente por isso que eu coloquei ele no quarto lá do fundo, onde guardo meus pensamentos e incertezas. Todos temos um quarto para isso, guardamos coisas que não jogamos fora, e também as anomalias que encontramos eventualmente. Eu pessoalmente não gosto muito de ir lá. Depois que fui carregando ele com coisas, não se pode mais ver o fundo, parece que o escuro não tem fim, e muito, mas muito longe, dá para ver pequenos pontos de luz. Eu acho que são estrelas, mas tenho medo de tentar alcançá-los, pois não quero perder a porta. 

Voltei para meu quarto e perguntei para a face por que a coisa havia vindo para minha casa, e se ela ia ficar na minha mãe por muito tempo.

“Ela veio pois quer conhecer você melhor, e quer que você entenda ela. Provavelmente ela irá sair da sua mãe esta noite e tentará fazer contato.”

Fiquei deitado na minha cama olhando para o teto. Não gosto de fechar os olhos até eu dormir por exaustão, pois quando você fecha seus olhos, imediatamente centenas de outros olhos se abrem para lhe observar, e isso me incomoda um pouco. Ainda mais por ter se tornado bem mais frequente depois de Deus ter ido embora. 

Minutos depois eu acordei e me dei conta de que a porta do quarto estava aberta. E uma pequena e fina névoa formava uma linha. Obviamente eu deveria acompanha-la. Ela seguia pelo corredor e descia a escada. No caminho passei pelo quarto de minha mãe, ela estava de fato cansada pois pelo visto dormiu antes de colocar a metade de baixo de seu corpo sobre a cama. 

Depois de passar pela cozinha me dei conta para onde a né
voa estava me levando. Fiquei irritado com isso, seja lá o que ela queria me mostrar, não devia levar para meu quarto de anomalias. Além disso, a porta ainda estava aberta! Aquela porta só pode ficar pouco tempo aberta, se não as dúvidas escapam, e meu irmão fica chateado por isso, ele não gosta de ser perturbado sem necessidade depois que o guardei lá; O que é compreensível pois é difícil se desprender da realidade quando se é jogado no poço do infinito, ainda mais se os ecos da vida ainda chegam até você. 

Enfim, entrei para ver o que queriam. Dei alguns passos pelo quarto escuro, e lá a nevoa sumia. Mas eu sentia ela, a coisa. Tive que andar um pouco mais a fundo para começar a ver sua forma surgindo a frente. Ela estava em um canto, tremendo. Era a primeira vez que eu a via. Do jeito que eu a visualizava era como minha mente limitada podia processar, pois a coisa não é daqui, nem deveria estar aqui. 

Possuía um corpo de um aracnídeo e sua cabeça se assemelhava ao crânio de um bode. Em uma das órbitas oculares havia um olho com três íris, e na outra, apenas vazio. A coisa me observava encolhida. Tremendo. Me perguntava o que fazer quando ouvi um grito de criança. Era um grito que misturava ódio e medo como quem acusa alguém de quebrar a lei mais básica e cometer a maior maldade. Desespero e fúria. Junto com o grito o barulho da porta se fechando violentamente. Me virei por instinto e vi que a luz do corredor não estava mais lá. Eu estava preso no quarto dos fundos. Me virei novamente para a coisa, e em vez de estar no canto encolhida, ela estava na frente do meu rosto.

Agora eu entendo porque ela veio. Quando o universo começa a apresentar defeitos, ela aparece. Não são todos que podem vê-la, mas todos sentem de alguma forma. Ela veio até mim pois quer minha ajuda para espalhar seu propósito. Estranho, pois eu achei que ficaria preso para sempre no quarto. Vaguei por eternidades procurando uma porta. Mas evidentemente apesar de antes duvidar, eu encontrei uma.


Afinal, estou falando com você agora, não estou?





Fonte: creepyattic.blogspot.com

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

A Teoria de Silent Hill

Centralia é um distrito localizado no estado norte-americano de Pensilvânia, no Condado de Columbia que contava com cerca de 5 mil habitantes na década de 1960. O local também abrigava cinemas, escolas, restaurantes, igrejas e uma mina de carvão. Segundo o censo norte-americano de 2000, a sua população era de 21 habitantes. Em 2007, foi estimada uma população de 9, já em 2012 eram apenas 4 habitantes. O motivo? Um terrível incêndio na mina que simplesmente devastou a região, com chamas que continuam ardendo na terra, mesmo após mais de 40 anos desde o incidente.
Com carvão mineral em abundância, a atividade na mina era a principal fonte de renda da cidade. Até que em algum dia de 1962 , a queima de um aterro sanitário causou um enorme incêndio na mina de carvão abandonada. O fogo se espalhou pela mina, que se estendia por quase todo o subsolo da cidade, liberando gases tóxicos por toda a cidade. Devido ao calor gerado, ocorreram inúmeros incêndios na cidade neste período. A população foi obrigada







Centralia 15.jpg

 a abandonar a cidade para evitar doenças respiratórias, já que não haviam encontrado forma de conter o enorme incêndio.


Além dos gases tóxicos, muitos outros perigos foram assustando os moradores de Centralia. O dono de um posto de gasolina fechou as portas em desespero após descobrir que a gasolina no tanque subterrâneo do posto estava com mais de 75 °C. Em 1981, Todd Domboski, um garoto de 12 anos, caiu em um buraco de 46 metros de profundidade que surgiu repentinamente sob seus pés. Só foi salvo graças a seu primo, Eric Wolfgang, que conseguiu retirá-lo do buraco rapidamente. Foram medidos níveis letais de monóxido de carbono, além do vapor quente neste buraco. O garoto relatou que sentiu-se como se estivesse caindo no inferno.Este acidente atraiu atenção nacional para o caso de Centralia. 

Em 1984 o congresso conseguiu mais de US$ 42 milhões em recursos para a relocação dos moradores da cidade. Em 1992 o governador Bob Casey clamou Domínio Eminente em todas as residências, condenando todas as casas e prédios da cidade. Um subsequente processo dos moradores para ter essa ação revogada, falhou. Em 2002, o U.S. Postal Service revogou o CEP de Centralia (17927). Os vídeos e fotos da cidade realmente impressionam. Vemos fumaça saindo do solo o tempo todo, assim como edifícios completamente abandonados. A semelhança com a amaldiçoada Silent Hill é tão grande que Centralia até virou ponto turístico para os fãs. Quem sabe o Cabeça de Pirâmide também dê uma passada por lá 
Silent Hill teria sido baseado em um diário encontrado em Centralia 















Centralia diário.jpgQue a cidade de Centralia serviu de inspiração para o cenário de Silent Hill, isso já foi muito falado, sendo muito fácil encontrar fotos da tal cidade. Mas, reza a LENDA, que o enredo do game também se baseia em eventos, contidos em um diário e acontecidos nessa maldita e cidade. A história diz que a Konami, em busca de um game para combater a série Resident Evil, saiu a procura de um bom enredo para concretizar o seu jogo. Centenas de enredos chegaram ao escritório da produtora, porém, nenhum agradou o produtor Keiichiro Toyama, que na sua ânsia de derrotar a série da Capcom, iniciou uma saga pesquisando histórias de terror do mundo todo. Terminou por encontrar uma lenda de uma cidade dos EUA, chamada Centralia.Toyama, instigado, resolveu investigar mais essa sinistra história e enviou representantes da Konami dos EUA, visitar as cidades vizinhas à Centralia, com objetivo de desmembrar esses impressionantes e assustadores relatos que ocorreram naquele lugar. A investigação rendeu muitos frutos, entre eles, um diário, comprado pela bagatela de 10 mil dólares de um dos moradores do distrito de Ashland, J. S. Manson, um comerciante que confessou ser de um parente desaparecido, morador de Centralia em 1960. O diário era um caderno de capa-dura de couro, bastante velho e desgastado, com as letras “H. Manson” marcados no canto inferior direito da capa. O diário, segundo um dos membros da Equipe de Toyama, (que preferiu ficar no anonimato para evitar um possível processo), relatava histórias terríveis e assustadoras que atormentaram toda a equipe de produção do game, até mesmo, os mais incrédulos. Um pouco diferente da protagonizada por Harry no primeiro game, o diário expõe as preocupações de um pai com sua filha menor, frente aos acontecimentos sinistro que estavam ocorrendo na cidade. O diário ia de encontro com as lendas locais, que a equipe da Konami recolheu junto aos moradores das cidades que rodeiam Centralia. De acordo com o Anônimo, ex-membro da Konami, o diário tinha mais de 354 páginas datadas. Mais de 132 delas eram apenas “acontecimentos rotineiros” que Manson registrava. O diário é continuação de um outro diário ao qual eles não tiveram acesso. Tudo muito tranqüilo, até que algo de bizarro começa a acontecer na cidade e então os elementos tão marcantes visto no Game começam a aparecer nas palavras de Manson . O mais assustador, talvez, seja o escurecimento repentino que ocorria na cidade e o que acontecia a seguir. Manson, conta desesperado em uma das páginas que, em certo dia de Agosto de 1960 (17 ou 18 de agosto), a cidade simplesmente ficou completamente as escuras, 11:45 da manhã. O Sol sumiu e os moradores não sabiam o que havia ocasionado tal fenômeno. Manson era uma pessoa muito religiosa e temeu o pior. Percebe-se em seu relato que o mesmo pensava que se tratava do “fim dos tempos”. Agarrou sua filha e correu para dentro de casa, permanecendo quase todo dia e noite dentro de um pequeno santuário construído em uma das salas da sua casa. De lá, disse que ouviu gritos o tempo todo e um grande temor pela sua vida e de sua filha. Quando a luz do Sol surgiu novamente, Manson narra que saiu as ruas para verificar o que ocorrera. Enfim, descobriu que muitas pessoas, entre eles vizinhos e parentes simplesmente desapareceram. As autoridades locais tentaram abafar o caso, apesar da insistência de populares querendo explicações lógicas para o evento. Depois disso, tal fenômeno começou a ocorrer com certa freqüência, sendo que Manson sempre tomava as mesmas medidas: ao inicio do escurecer, resgatava sua filha menor e corria para dentro do pequeno santuário, ficando lá até a luz do Sol brilhar do lado de fora. Manson fala, dias após o inicio desses eventos, que irá se mudar, que não suporta mais aquilo e que as pessoas estão desesperadas e o número de desaparecidos estava crescendo, enquanto as autoridades lutam para que a história seja restringida ao olhar do público da Pensilvania. Manson suspeita de magia negra, conspira contra o xerife, contra o prefeito e todos que desconfia.
Uma das partes mais assustadoras do diário, a penultima página, é o relato de Manson sobre algo incomum que ocorreu durante a repetição do evento sombrio. Quando começou a escurecer, 21 de Abril de 1961, por volta das 10 e 32 da manhã, Manson faz o mesmo procedimento: corre e pega sua filha que está no quintal de casa nos braços e se esconde no pequeno santuário. Atordoado, Manson diz que rezava quando escutou a voz de um primo, na porta da sua casa, grunhido, parecendo um pedido para abri-la. Seu primo havia desaparecido em um desses macabros acontecimentos meses atrás e Manson fica na dúvida se abre ou não a porta. Resolve então espiar pelo vão da porta do santuário. A sua porta parece receber golpes do “tal primo”, tamanho era o tremor que apresentava. Manson, preocupado imaginando que não é o seu primo que está na porta, decidi sair do Santuário e dar uma espiadinha pela janela da sala. Foi o seu erro! No lado de fora estava o seu primo, no entanto, não da forma como o conhecia. Ele era uma criatura completamente retorcida, parecia estar amarrado com uma espécie de metal que perfurava e atravessava diferentes regiões do seu corpo. Totalmente dilacerado, a figura se debatia e golpeava com o tronco a porta da sua casa. E o pior: não estava só! Na rua, em frente em sua casa, haviam outras criaturas. N







Centralia 3.jpg

Centralia 5.jpga esquina, corpos empalados queimavam ainda vivos. O cenário apresentado era um “inferno” versão Centralia. Manson ficou tão assustado que desmaiou de imediato. Acordou com sua filha beliscando o seu rosto. Manson escreve a sua ultima página dizendo que está muito doente, que há algo estranho, que não consegue esquecer o que viu e que teme não consiga salvar a sua filha desse fim…. e aparentemente não conseguiu, já que de Manson e sua filha, nada mais se sabe além da ultima página do diário. Segundo o autor da acusação Anônimo, o diário ainda existe e está sob o poder de Toyama. O autor também fala sobre a superstição de Toyama com o diário que virou uma espécie de amuleto da sorte para o produtor.




Abaixo um vídeo sobre o local:










Fonte: taduvidando.blogspot.com.br

Flappy Bird

Um assunto curioso e um tanto estranho: costumo visitar a Deep Web de vez em quando. Embora ela tenha se tornado notória recentemente, ela já existia, sempre existiu. Pouco tempo atrás me deparei com algo que achei interessante, mas que não considerei relevante, algo que não dei muita atenção, porém ultimamente passei essa madrugada inteira tentando localizar o que eu havia visto, pois achei que gostariam de saber de uma história que chamo de "coincidência intrigante." Antes de começar a história, vou dar um resumo do que é a Deep Web: Muitos conhecem ou ao menos já ouviram falar da chamada Deep Web, estou certo disso. Por lá encontramos todo o tipo de informação e a quantidade de coisas bizarras e até mesmo desumanas são abundantes. Em resumo, na deep web está tudo aquilo que o Google e outros buscadores desprezam, e o motivo é óbvio: o conteúdo geralmente é ilegal.
Muitos já sabem que para navegar na Deep Web basta ter um navegador específico, no entanto o que a maioria dos usuários comuns desconhecem é que a Deep Web possui níveis mais profundos e que nem sempre os aplicativos padrões da própria Deep Web são capazes de alcançar tais níveis. Estou falando do que existe muito além da Deep Web, falo de uma das últimas camadas, a chamada "Marianas Web". A Deep Web é uma criança perto do primeiro nível dessa camada, muitos pensam ter acessado informações privadas e bizarras na Deep Web, desconhecendo que na verdade parte do que está ali é fake. Um vídeo de alguém sendo decapitado, um animal sendo queimado vivo, são coisas que fazem muitos pensarem que chegaram ao fundo da Deep Web, porém, estão enganados, a dificuldade de acesso de tais locais é tão grande que até mesmo o FBI tem dificuldades em checar. Ali é para poucos, e sem conhecimento avançado, alguém que é parte disso para lhe dar as instruções, e ajuda de diversos softwares, você jamais será capaz de acessá-la. Eu não recomendo, mas se você é uma pessoa teimosa ao menos tenha um PC só para isso, pois ali o perigo é extremo.
Agora que resumi a questão, contarei uma história:
Na Marianas Web reside o site de um grupo conhecido como "Devil Mate." Trata-se de uma seita satânica bem diferente de todas as outras antes vistas. Para começar, o local é um fórum e aceita qualquer um como membro. Porém os membros devem evoluir para ter acesso a certas informações, e a única maneira de fazer isso é praticando rituais bizarros que deverão ser gravados em vídeo como uma maneira de comprovar o ato. Os usuários membros possuem um nível que vai desde o 1 ao 66. Usuários nível 1 não praticam rituais, basicamente são os considerados "leitores." Após algum tempo, a pessoa decide se quer ou não fazer parte da seita. A partir do nível 2 os rituais começam a ser praticados. Beber sangue de uma galinha preta, comer um coração cru de porco, beber sangue uma de virgem menstruada são apenas algumas das obrigações dos membros que se aprofundam nessa seita, e acreditem ou não, existem outros rituais ainda mais macabros e de cunho extremamente cruel por lá.
Tumblr n0quex4tar1qjv5iyo2 1280.jpg
Mas a questão é: Por que alguém faria isso? Ou melhor: Em troca de que? A resposta é simples: Dinheiro e fama. A proposta da seita Devil Mate é a de formar um exército de pessoas bem sucedidas financeiramente. Aliás, essa é a meta deles. Há muito do bizarro e estranho por lá e parece que todos os membros estão satisfeitos com os resultados. Funciona assim: Para cada nível, o membro pratica um ritual, depois disso os anciões (creio que são os moderadores ou líderes da seita) instruem o membro com uma espécie de manual detalhado sobre o que ele deverá fazer para ser bem sucedido financeiramente. Por exemplo: Se a pessoa trabalha com uma franquia de Fast Food, deverá seguir algumas regras e rituais, assim ela terá prosperidade financeira em seu negócio. Eu realmente vi muitos membros por lá e teve um que me chamou muita a atenção:
Um cara chamado Gnod... Esse usuário parecia estar em um nível relativamente avançado, Em uma das discussões do fórum, Gnod recebeu uma tarefa definitiva para alcançar o primeiro nível de prosperidade, ele já havia realizado outras tarefas antes, mas agora ele passaria para o nível 27, esse parece ser o nível onde as coisas começam a realmente funcionar. Depois de ter cumprido com a tarefa ele recebeu instruções do que deveria fazer para alcançar o sucesso. As instruções estão criptografadas e podem ser lidas por meio de um criptograma especifico criado pela a Devil Mate, apenas usuários de confiança e de determinado nível conseguem a ferramenta. Antes que me perguntem como eu consegui, aqui vai a resposta: Não sou membro! Eu apenas consegui.
Na instrução criptografada existe um código fonte de um software que Gnod deveria desenvolver, o código não estava completo, apenas havia algo oculto dentro disso tudo. Tal software faria render muito dinheiro para Gnod e a data da discussão é do final de 2012. Se trata de um jogo que deveria rodar nas plataformas iOS e Android. Após a publicação do suposto jogo, Gnod deveria realizar mais um ritual, e a partir daí, seu sucesso seria absoluto. Em outras palavras, Gnod se tornaria bem sucedido financeiramente. Agora, veremos a razão por tal assunto chamar  minha atenção, veja essa imagem abaixo:
Tumblr n0quex4tar1qjv5iyo1 1280.jpg
Você notou algo familiar nisso? O desenho de um pequeno pássaro na imagem é idêntico ao de um jogo chamado Flappy Bird. O jogo fez muito sucesso e o seu desenvolvedor ganhou (e ainda ganha) muito dinheiro com ele. Mas, por incrível que  pareça, sem motivos, causas ou razões divulgadas, o desenvolvedor resolveu publicar em seu perfil no Twitter que irá retirar o jogo do ar.

Ele não diz a causa, apenas diz "Eu não aguento mais." Veja: 
Tumblr n0quex4tar1qjv5iyo3 1280.png
Agora, vamos analisar algumas coincidências:
Na página do grupo Devil Mate, temos uma imagem de um jogo que conhecemos, e isso meses antes do lançamento deste. Além disso temos o nome "Gnod," que se escrito ao contrário fica Dong. O jogo Flappy Bird foi desenvolvido por Dong Nguyen. Agora fica a pergunta:
Gnod e Dong são pessoas diferentes? Por que Flappy Bird, que rende milhares de dólares por dia, foi descontinuado com uma única frase? Essa história toda é uma simples coincidência, ou há algo oculto nisso? Pense no que quiser, estamos apenas supondo algo, mas se tudo tiver uma ligação então o que vem depois disso?

Fonte: medob.blogspot.com

Abandonado pela Disney

Talvez vocês não saibam, mas a Disney é a principal responsável por tornar uma pequena vila em uma vila fantasma que hoje é conhecida como “Ghost Town”. Deixe-me explicar, a Disney construiu o “Treasure Island Resort (Resort da Ilha do Tesouro)", que em 1999 teve o nome alterado para “Discovery Island (Ilha da Descoberta)" que esta localizada na Baía de Baker, nas Bahamas.

Discovery Island não era uma vila fantasma. Navios de cruzeiro da Disney realmente desembarcavam no resort e deixava os turistas para relaxarem no luxo.

Outro fato verdadeiro que você mesmo pode comprovar é que a Disney investiu 30 milhões neste paraíso tropical... Sim, trinta milhões de dólares.

Em seguida eles simplesmente abandonaram o local.

Eles culparam as águas rasas (rasas demais para que seus navios operassem em segurança), e sobrou até para os trabalhadores. A Disney disse que como eles eram das Bahamas, eles eram muito preguiçosos para trabalhar em um horário regular.

É aqui que a natureza factual da história acaba. Não era por causa da areia, e obviamente não era porque "os trabalhadores eram preguiçosos demais". Ambas eram desculpas convenientes.

Não, eu sinceramente duvido que essas razões eram legítimas. Porque eu simplesmente não acreditei na história oficial?

Por causa do Palácio de Mogli.
Mowgli's.jpg
Palácio de Mogli


Perto da cidade litorânea de Emerald Isle na Carolina do Norte, a Disney começou a construção do "Palácio de Mogli" na década de 1990. O conceito era um resort com a temática da selva, com um enorme PALÁCIO, como você pode imaginar, no centro de tudo isso.

Se você não estiver familiarizado com o personagem Mogli, então você deve se lembrar melhor da história Mogli - O Menino Lobo. Se você não o viu antes em outro lugar, você talvez o conheça como um personagem dos desenhos da Disney de décadas atrás. Mogli é uma criança abandonada na selva, simultaneamente criado e também ameaçado por animais.

O Palácio de Mogli era um empreendimento polêmico desde o início. A Disney comprou uma tonelada de terra de alto custo para o projeto, e na verdade houve um escândalo envolvendo algumas das compras. O governo local declarou as casas das pessoas como "domínio eminente" e as vendeu para a Disney. Em determinado ponto, uma casa que tinha acabado de ser construída era simplesmente condenada com pouca ou nenhuma explicação.

A terra agarrada pelo governo era supostamente para o suposto projeto de uma rodovia nunca construída. Sabendo muito bem do que estava acontecendo, o povo passou a chamá-la de "Rodovia Mickey Mouse".

Então, tinha o conceito de arte. Um grupo de camisetas da Disney foram feitas para a reunião com os moradores da cidade. Eles vendiam a ideia, como se fosse ser lucrativo para todos. Quando eles mostraram o conceito... Aquele enorme palácio Indiano, cercado pela Selva e composta por homens e mulheres vestindo tangas e roupas tribais... Bem, basta dizer que eles não aceitaram a ideia.

Estamos falando de um enorme Palácio Indiano. Selva e tangas não relativamente no centro de uma área de luxo, mas sim em uma área xenofóbica do sul dos Estados Unidos. Foi uma escolha questionável a esse ponto da história.

Um membro da multidão tentou invadir o palco, mas foi impedido pelos seguranças assim que ele tentou quebrar uma das placas da frente. Disney pegou aquela comunidade e lhe quebrou os joelhos. As casas foram arrasadas, o terreno foi limpo, e não havia uma maldita coisa que qualquer um pudesse fazer sobre isso. TV e jornais locais eram contra o resort desde o início, mas alguma ligação insana entre as explorações de mídia da Disney, e os locais de interesse turístico entrou em jogo e as opiniões mudaram repentinamente.
De qualquer forma, Treasure Island, nas Bahamas. Disney investiu milhões no lugar e começou o trabalho. A mesma coisa aconteceu com o Palácio de Mogli.

A construção estava completa. Os visitantes realmente se hospedaram no resort. As comunidades do entorno foram inundadas com o tráfego e os aborrecimentos habituais associados com o fluxo de turistas perdidos e irados.

Então, tudo parou.

A Disney desligou o lugar e ninguém sabia, sequer, o que pensar. Mas eles estavam bastante felizes com isso. A perda da Disney foi bastante hilária e maravilhosa para um grande grupo pessoas que não queriam tudo aquilo em primeiro lugar.

Honestamente, eu não pensei nesse lugar, desde que soube que tinha fechado a décadas atrás. Eu vivo a quatro horas de Emerald Isle, então realmente só ouvi rumores, não presenciei nada disso.

Então eu li este artigo de alguém que havia explorado a Treasure Island e criado um blog inteiro direcionado exclusivamente para as coisas loucas que ele havia achado por lá. Coisas simplesmente... Deixadas para trás. Coisas quebradas, desfiguradas, provavelmente destruídas por funcionários descontentes que perderam seus empregos.

Todos os locais ao redor tinham uma mão na destruição daquele lugar. As pessoas simplesmente ficaram furiosas sobre o Treasure Island e fizeram isso com o Palácio de Mogli.

Além disso, há rumores de que a Disney havia lançado seu "estoque" de aquário nas águas locais quando fecharam... Incluindo tubarões.

Quem não gostaria de ter algumas oscilações em merchandising após isso?

Bem, o que estou querendo dizer, é que esse blog sobre o Treasure Island me fez pensar. Mesmo muitos anos tendo se passado, desde que o resort fechou, eu pensei que o Palácio de Mogli seria um lugar legal para uma "Exploração Urbana". Bater algumas fotos, escrever sobre a minha experiência, e provavelmente ver se eu encontrava alguma coisa para levar de recordação.

Eu não vou dizer que não demorei em realmente ir pra lá, porque, honestamente, demorei um ano desde que descobri o artigo sobre Emerald Isle.

Durante esse ano, fiz uma imensa pesquisa sobre o Palácio do Resort... ou pelo menos, tentei.
Naturalmente, nenhum site oficial da Disney ou fonte fazia qualquer menção sequer sobre o lugar.

Ainda mais estranho, no entanto, era que ninguém antes de mim havia pensado em "blogar" ou até mesmo postar uma foto sobre o lugar. Nenhuma TV local ou site de notícia tinham sequer uma palavra sobre o assunto. O que era de se esperar, uma vez que todos haviam se manifestado da maneira que a Disney queria. Eles não sairiam por aí falando sobre os próprios erros, não é mesmo?

Recentemente, eu descobri que empresas podem realmente pedir ao Google, por exemplo, para remover links dos resultados de busca... Basicamente, qualquer coisa. Olhando para trás, provavelmente, não era que ninguém nunca tinha falado sobre o resort, mas sim que suas palavras estavam apenas inacessíveis.

Então, no final das contas, eu mal conseguia encontrar o lugar. Tudo que eu tinha era um mapa velho pra caralho que eu recebi pelo correio nos anos 90. Era um item promocional enviado a pessoas que tinham ido recentemente a Disneylândia, e eu acho que já que eu estive lá nos anos 80, quando tudo isso ainda era "recente".

Eu realmente não pretendia depender muito dele. Ele acabou esquecido junto com meus livros e revistas em quadrinhos da minha infância. Só lembrei disso após meses de pesquisa, e mesmo assim, ainda levei algumas semanas para localizar a caixa onde havia guardado.

Mas eu FINALMENTE encontrei. Os moradores não ajudaram nem um pouco, como a maioria tinha se mudado para a praia nos últimos anos... ou os antigos moradores que apenas zombavam de mim e faziam gestos rudes, antes mesmo que eu pudesse dizer "onde eu encontro o Palácio do...".

Após um longo tempo, a viagem me levou longe. Plantas tropicais que se alastravam e cobriam a área repleta de espécies nativas de flores que na verdade sempre pertenciam a aquele lugar.

Fiquei admirado quando cheguei aos portões na frente do resort. Enormes portões monolíticos de madeira que de ambos os lados pareciam ter sido cortados de uma gigantesca Sequoia. O portão em si havia sido furado em vários lugares por pica-paus e comido na base por insetos escavadores.

Pendurado no portão havia uma placa de metal, algum rabisco aleatório com letras negras feitas a mão, que dizia "ABANDONADO PELA DISNEY". Claramente um pequeno protesto de algum funcionário.

Os portões estavam abertos o suficiente para que eu pudesse entrar, mas não dirigir, então eu peguei minha câmera digital e o mapa, cujo outro lado mostrava apenas o projeto do resort. Segui a pé.

O terreno interno do lugar era tão cheio quanto a porta de entrada. Palmeiras permaneciam tortas apoiadas nas pilhas de seus próprios cocos. Bananeiras também estavam lá em seus resíduos fedorentos. Havia essa espécie de confronto entre a ordem e o caos, graças as plantas cuidadosamente plantadas ali.

Tudo o que restara de quaisquer estruturas exteriores foram quebradas. A madeira apodreceu e haviam vários pedaços de um material queimado que não pude identificar. O que parecia ser um balcão de informações ou um bar ao livre, agora era apenas uma pilha de destroços desgastado pelo tempos.

A coisa mais interessante no lugar era uma estátua de Baloo, o urso de "Mogli - O Menino Lobo", que ficava em uma espécie de pátio de frente com edifício principal. Ele estava intacto em uma pose animada, dançando, olhando para o nada com um sorriso cheio de dentes e cocô de pássaros cobrindo todo o seu "pêlo" e raízes ao redor da plataforma onde ele estava.

Me aproximei do edifício principal - O PALÁCIO - apenas para encontra o exterior do prédio coberto por pichações onde a pintura ainda não tinha descascado. As portas da frente não estavam apenas abertas. Suas dobradiças foram quebradas e as portas haviam sido roubadas.

Acima das portas de entrada, ou a abertura onde um dia houvera portas, mais uma vez, alguém havia escrito: "ABANDONADO PELA DISNEY".

Eu gostaria de poder contar todas as coisas incríveis que vi dentro do Palácio. Estátuas esquecidas, caixas registradoras abandonadas, uma sociedade secreta de mendigos... Mas não.

O interior do prédio era tão gritante, tão vazio, que eu acho que na verdade alguém havia roubado a moldura das paredes. Tudo que era grande demais para ser roubado... Balcões, mesas, árvores gigantes de plástico, tudo isso descansava em meio a essa câmara vazia que ecoava lentamente cada passo que eu dava como uma metralhadora.

Eu verifiquei a planta do lugar e me dirigi aos locais que pareciam de alguma forma interessantes.

A cozinha era como você pode imaginar... Uma área de preparação de alimentos industriais com todos os aparelhos e espaço, nenhuma despesa poupada. Cada superfície de vidro fora quebrada, cada porta havia tido suas dobradiças roubadas, cada superfície metálica havia sido chutada e amassada. O lugar inteiro cheirava muito a mijo velho.

O enorme freezer, nem mesmo esfriava um pouco sequer. Agora, tinha filas e filas de espaço vazio nas prateleiras. Ganchos pendurados no teto, provavelmente para pendurar os pedaços de carne, e enquanto eu estava lá dentro, por um momento, percebi que eles estavam balançando.

Cada gancho balançava em uma direção aleatória, mas seus movimentos eram tão lentos e pequenos que era quase impossível de se ver. Achei que aquilo tinha sido causado por meus passos, então eu os fiz parar de balançar segurando-o com uma mão, e em seguida, soltei cuidadosamente, mas em poucos segundos eles começaram a balançar novamente.

Os banheiros estavam em grande parte no mesmo estado que o resto do lugar. Assim como em Treasure Island, alguém tinha metodicamente quebrado cada vaso sanitário de porcelana, repletos de fezes. Havia cerca de meia polegada de sujeira, fedendo a água estagnada no chão, então eu não fiquei lá por muito tempo.

O que era mais estranho é que nos banheiros e as pias (e os bidês no banheiro das mulheres, sim, eu fui lá), tudo pingava, vazava, ou apenas escorria livremente. Me pareceu que deviam ter fechado a água por muito tempo. Há muito tempo.

Havia muitos quartos no palácio, mas naturalmente não tive tempo de olhar todos eles. Os poucos que eu olhei estavam igualmente destruídos, e eu também não esperava encontrar nada lá. Pensei que tivesse alguma televisão ou um rádio em um dos quartos, porque tenho certeza que ouvi uma conversa tranquila saindo de um deles.

Apesar de ter sido como um sussurro, provavelmente era a minha própria respiração ecoando no silêncio, ou apenas outro caso do som da água fluindo brincando com a minha mente. A conversa era algo do tipo:

1: "Eu não acredito."

2: "(resposta curta e incompreensível)."

1: "Eu não sabia disso. Eu não sabia disso."

2: "Seu pai te disse."

1: "(resposta incompreensível, ou apenas murmúrio)."

Eu sei, eu sei , isso soa ridículo. Estou apenas dizendo o que eu passei por lá, por isso pensei ter visto algo correr naquela sala - ou pior, alguns mendigos que provavelmente haviam se escondido lá e estariam prontos pra me esfaquear ou algo do tipo.

Chegando as portas da frente do palácio de novo, percebi que não havia encontrado nada de interessante e tinha perdido toda a viagem.

Porém, enquanto olhava pra fora das portas, notei algo interessante no pátio que eu não havia notado antes. Algo que provavelmente me daria pelo menos UMA coisa para mostrar ao publico e que tivesse valido todo aquele esforço, mesmo que fosse apenas uma fotografia.

Havia uma estátua realista de uma cobra gigante, talvez dois metros e meio de comprimento, enrolada e "tomando sol" em um pedestal bem no centro do lugar. Era quase hora do sol começar a nascer, o que dava uma iluminação perfeita para uma fotografia. Aproximei-me da cobra e tirei uma foto. Então, eu fiquei na ponta dos pés e tirei outra. Eu me aproximei novamente para obter uma foto mais detalhada de seu rosto.

Lentamente, a cobra levantou a cabeça, olhou diretamente nos meus olhos, virou-se e deslizou fora do pedestal, passando sobre a grama e desaparecendo entre as árvores.

Todos os dois metros e meio da "estátua". Sua cabeça enorme desapareceu no meio da floresta antes mesmo de sua cauda deixar o local enquanto o sol aparecia.

Disney havia soltado todos os seus animais exóticos no terreno. Bem ali no meu mapa era onde ficava a "Reptile House (Casa dos Répteis)". Eu deveria ter imaginado. Tinha lido sobre os tubarões da Treasure Island, e eu deveria saber que eles haviam feito isso.

Fiquei chocado, apenas absolutamente estupefato. Minha boca deve ter ficado escancarada por um bom tempo antes que eu voltasse a si. Pisquei algumas vezes e me afastei de onde a cobra tinha saido. Voltei para o Palácio.

Apesar de ela não estar mais ali, eu ainda não queria correr nenhum risco e continuei o meu caminho para dentro do prédio.

Demorou algumas respirações profundas e tapas na minha própria cara para cair em si depois dessa. Procurei um lugar para me sentar, já que minhas pernas estavam um pouco parecidas com geleia neste momento. É claro que não havia lugar para se sentar, a menos que eu quisesse repousar sobre cacos de vidro e carpete mofado ou arrastar-me em cima de uma mesa de confiabilidade questionável.

Eu já havia visto algumas escadas perto do átrio do palácio e decidi me sentar lá até que eu me sentisse melhor.

A escadaria, diferente da frente do edifício não estava tão suja, exceto por um acúmulo surpreendente de poeira. Puxei uma placa de metal da parede, mais uma vez pintada com a frase "ABANDONADO PELA DISNEY" cujo eu já estava acostumado. Coloquei a placa nas escadas e me sentei sobre ela para me manter pelo menos um pouco limpo.

A escada levava para baixo, abaixo do nível do solo. Usando o meu flash da câmera como uma espécie de lanterna improvisada, eu podia ver que a escada terminava em uma porta de malha de metal com um cadeado. Havia uma placa na porta, e desta vez, era uma placa de verdade. Dizia: "SOMENTE MASCOTES! OBRIGADO!".

Isso me animou um pouco, por duas razões. Uma delas era que uma área de mascotes definitivamente teria algo interessante. E a segunda razão, era que o cadeado ainda estava no local. Ninguém havia ido lá embaixo. Nem os vândalos, nem os saqueadores, ninguém.

Este era o único lugar que eu poderia realmente "explorar" e, talvez, encontrar algo interessante para fotografar ou até mesmo, roubar. Eu havia chegado ao palácio concordando comigo mesmo que estava tudo bem qualquer coisa que eu quisesse pegar de lá, porque - hey - "abandonado", certo?

Não demorou muito para arrombar a fechadura. Bem, pra ser sincero, isso não é verdade. Não demorou muito para prender a placa de metal na parede que o cadeado estava preso. O tempo e a decadência tinham feito a maior parte do trabalho para mim, e eu era capaz de dobrar a placa de metal suficiente para puxar os parafusos para fora da parede - algo que ninguém tinha aparentemente pensado em fazer, ou tivesse sido capaz de fazer no momento.

A área dos mascotes foi uma mudança surpreendente e muito bem-vinda do resto do edifício que eu havia visto. Além disso, nada tinha sido roubado ou quebrado, mesmo que a idade e a exposição tivessem definitivamente envelhecido o local.

As mesas tinham blocos de anotações, canetas, relógios... Até mesmo um relógio de parede completamente cheio de cartões antigos. Haviam cadeiras espalhadas e até uma pequena sala de descanso com uma velha televisão cheia de estática e um enorme balcão repleto de comida e bebidas estragadas.

Era como um daqueles filmes pós-apocalípticos, onde tudo é deixado jeito que estava na hora da evacuação.

Enquanto eu caminhava pelos corredores que mais pareciam um labirinto, o local se tornava cada vez mais interessante. Conforme eu ia mais longe, via balcões e mesas derrubadas, papéis espalhados e quase se fundindo com o chão úmido, e um grande tapete lentamente apodrecia no chão.

Tudo parecia "mole". Tudo que era de madeira se desintegrava como mingau quando tocado até mesmo com a menor quantidade de força, e itens de vestuário pendurados em ganchos em uma das salas simplesmente caiam em fios úmidos, se eu tentasse retirá-los.

Uma coisa que me incomodou bastante foi que a luz estava se tornando mais escassa e pouco confiável conforme eu ia mais para as úmidas e sufocantes profundezas do local.

Eventualmente, cheguei a uma porta listrada, preta e amarela com as palavras "PERSONAGEM PREP 1" estampadas nela.

A porta não abriu de primeira. Percebi que aquele provavelmente era o lugar onde as fantasias eram mantidas, e eu definitivamente queria uma fotografia daquela bagunça fedorenta e bizarra. Por mais que tentasse, qualquer ângulo ou truque que eu tentava, a porta não queria ceder.

Isto é, até eu desistir e começar a me afastar. Foi quando houve um ligeiro som de estalo e a porta se abriu lentamente.

No interior, o quarto estava completamente escuro. Breu total. Eu usei o flash da câmera para procurar por algum interruptor de luz na parede, mas não havia nada.

Enquanto fazia minha pesquisa, fui jogado para fora do meu sentimento de emoção por um zumbido alto elétrico. Fileiras de luzes em cima de mim repente começaram a se acender.

Demorou um segundo para os meus olhos se ajustarem, e parecia que a luz ia ficando cada vez mais brilhante até que todas as lâmpadas explodissem... Mas assim que eu pensei que iria chegar a essa fase crítica, as luzes diminuíram um pouco e se estabilizaram.

O quarto era exatamente como eu havia imaginado: Vários uniformes da Disney pendurados nas paredes. Pareciam cadáveres desenhos animados pendurados por forcas invisíveis.

Havia uma prateleira inteira de tangas e roupas "nativas" em cabides.

O que eu achei estranho, e o que eu queria fotografar imediatamente, era uma fantasia de Mickey Mouse no centro da sala. Ao contrário das outras roupas, esta estava deitada de costas no centro do quarto como uma vítima de assassinato. O pelo sobre o traje estava podre e caindo aos poucos, e ele tinha alguns remendos.

O que era ainda mais estranho, porém, era a cor do traje. Era como se fosse uma fotografia negativa do Mickey Mouse. Preto onde deveria ser branco, e branco onde devia ser preto. Seu macacão que normalmente seria vermelho, era azul claro.

A visão foi desanimadora o suficiente para que eu realmente adiasse fotografar a coisa até o último instante.

Tirei uma foto dos trajes pendurados nas paredes. Ângulos de cima, de baixo, fotos de lado para mostrar todas as fantasias, os rostos dos desenhos animados pútridos, alguns com olhos de plástico faltando.

Então eu decidi encenar uma foto. Precisava apenas de um dos personagens enlameados no chão sujo.
Peguei a cabeça de um traje do Pato Donald e cuidadosamente o removi para que a coisa toda não desmoronasse em minhas mãos.

Enquanto olhava para o rosto de olhos arregalados, para aquela cabeça mofada, um barulho muito alto me fez pular de susto.

Olhei para os meus pés, e entre os meus sapatos tinha um crânio humano. Ele havia caído de fora da cabeça do Donald, e se quebrou em pedaços aos meus pés; apenas o rosto vazio e o maxilar inferior permaneceram, olhando para mim.

Larguei a cabeça do Donald imediatamente, como seria de esperar, e corri para a porta. Quando cheguei na porta, olhei de volta para crânio no chão.

Eu tinha que tirar uma foto daquilo, sabe? Eu TINHA.

Precisava de uma prova do que havia acontecido ali, especialmente se a Disney tentasse de alguma forma acobertar isso. Eu não tinha nenhuma dúvida em minha mente, desde o início, que mesmo se fosse apenas negligência grosseira, a Disney era responsável por isso.

Foi então que o Mickey Mouse, no meio da sala, começou a se levantar.

Primeiro ele se sentou, e em seguida, se apoiou sobre os pés. O traje do Mickey... Ou quem quer que estivesse dentro dele, ali no centro da sala, com seu rosto falso apenas se virando lentamente para mim, enquanto eu murmurava "Não..." de novo, e de novo, e de novo...

Com as mãos trêmulas, o coração batendo violentamente, e pernas que mais uma vez se transformaram em geleia, eu consegui levantar a câmera e apontá-la para a criatura que agora me avaliava calmamente.
Reverse mickey.gif

A tela da câmera digital exibia apenas pixels espalhados na forma daquela coisa. Era uma silhueta perfeita do traje Mickey. À medida que a câmera se movia em minhas mãos trêmulas, os pixels se espalhavam por onde o Mickey se movia.

Em seguida, a câmera parou. Ficou em branco, silenciosa e... Quebrou.

Ergui os olhos mais uma vez para o traje do Mickey Mouse.

"Hey", ele disse em um tom abafado, mas perfeitamente executando a voz de rato, pervertidamente. "Quer ver minha cabeça sair?".

Ele começou a puxar a sua própria cabeça, movendo seus dedos das luvas desajeitadamente em torno de seu pescoço. Seus movimentos eram impacientes, semelhante a um homem ferido tentando se livrar das garras de um predador.

Enquanto ele colocava seus dedos em volta do pescoço... Muito sangue.

Muito sangue... Amarelo... Grosso, espesso, nojento.

Eu me virei quando ouvi um barulho horrível de carne e pano se rasgando. Só me preocupava em fugir. Acima da porta do lado de fora desta sala, eu vi a mensagem final cravada numa placa de metal por unhas ou ossos:

"ABANDONADO POR DEUS".

Eu nunca tirei aquelas fotos da câmera. Eu nunca escrevi sobre isso em lugar algum, até agora. Depois que fugi daquele lugar, para o bem da minha sanidade mental, se não a minha própria vida, eu entendi por que a Disney não queria que ninguém soubesse sobre aquele lugar.

Eles não queriam que ninguém como eu entrasse lá.

E eles definitivamente não queriam que nada parecido com aquilo saísse de lá.


Fonte: creepypastabrasil.wikia.com