segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Vista Macabra

Andrew presenteou seus pais com um jantar em um dos restaurantes mais chiques da sua cidade. O casal estava comemorando mais um aniversário de casamento. Os pais de Andrew adoraram o presente, mas ficaram com receio de deixar o filho sozinho em casa, pois naquela semana, a policia recebeu diversos chamados relatando tentativas de invasão em residências na rua em que moravam. Depois de dizer repetidas vezes "Podem ficar tranquilos, estarei bem" e "Não precisa se preocupar", Andrew conseguiu convencer os pais a irem nesse jantar.

Logo que os pais saíramAndrew trancou toda a casa, foi para a sala, deitou no sofá, ligou a tv e passou a acompanhar um jogo de futebol.
Cerca de dez minutos depois a campainha tocou. Andrew estranhou, pois não esperava ninguém. Do pequeno trajeto do sofá até a porta, a campainha tocou repetidas vezes. Andrew nem se quer olhou pelo olho mágico e foi logo abrindo a porta, mas, para seu espanto, não havia ninguém, Andrew apenas sentiu um vento frio e estranho passar por ele, assustado, fechou a porta rapidamente.


Andrew voltou a se deitar no sofá, mas a tranquilidade do silêncio da casa, passou a sentir um enorme desconforto. A medida em que os minutos passavam, o garoto se sentia cada vez mais agoniado com algo que nem ele sabia o que era. Andrewolhava para o relógio, esperava que as horas passassem depressa, queria que seus pais retornassem o quanto antes. Andrew se sentia estranho, sentia como se alguém estivesse bem próximo observando cada movimento. O rapaz foi ficando cada vez mais assustado, até que decidiu ir para o quarto e ficar lá até seus pais chegarem. Andando apressadamente, Andrew subiu as escadas, e para aumentar ainda mais seu medo, teve a ligeira impressão de ouvir passos, parecia que alguém o havia acompanhado ao subir as escadas. Antes de entrar em seu quarto, Andrew foi até o banheiro no fim do corredor, ele estava muito assustado, mas a vontade de usar o banheiro era muito grande. Quando voltou, notou algo estranho em seu quarto. Ao passar para ir ao banheiro a porta estava fechada, agora, estava totalmente aberta. Caminhando lentamente, Andrew foi até a porta do quarto, que estava totalmente escuro, e receosamente acendeu a luz, mas lá havia algo esperando por ele. A lâmpada começou a piscar freneticamente e, entre esses pequenos espaços entre a claridade e a escuridão, Andrew pode ver aquilo que o apavoraria. Sentado na beira da cama, havia um vulto negro, meio acinzentado. Andrew ao ver aquela coisa em seu quarto se desesperou e saiu correndo, descendo as escadas, passando pela sala e indo até a rua, mas, aquele ser estranho o perseguiu por todo esse trajetoAndrew, lá da calçada, pode ver a porta da sua casa ser fechada violentamente. Aterrorizado, Andrew sentou-se na calçada e começou a chorar.


Não demorou muito e seus pais logo retornaram, Andrew tentou explicar o que havia ocorrido, mas não conseguia, ainda chorava muito.


Ainda fora da casa, seu pai telefonou para a policia e, só depois que chegaram duas viaturas, eles entraram na casa. A casa estava toda revirada, a sala, a cozinha, os quartos, todos com os móveis fora de lugar e objetos jogados ao chão. A policia fez uma breve investigação e constatou que não haveria como alguém ter entrado na casa, não havia sinal de arrombamento e nem nada foi roubado da casa. Eles também ouviram o depoimento de Andrew, não estranharam o que ele relatou, mas não fizeram nenhum comentário.
Andrew e seus pais ficaram assustados com tudo aquilo, mas só o garoto sabia o que realmente aconteceu, e jamais vai esquecer aquela cena extremamente perturbadora.


Fonte: facesdoterror.blogspot.com

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Casa De Campo - Parte 2

“Vamos sair da casa.” – gritou Roger.
Os três correram para a sala de entrada mas pararam quando entraram. Bloqueando a porta de saída estava a velha e dois homens mais jovens, também sem olhos e pele acinzentada, vestindo trapos velhos e sujos.
“O que vocês querem?” – Gritou Carol.
“Não tenha medo filho.” – disse o pai puxando uma corrente que tinha em seu pescoço.Roger estendeu sua mão mostrando o pingente da corrente que usava. A velha gritou, sua boca abriu como se ela fosse engoli-los e do vazio onde seria seus olhos saia fogo. Os dois homens estavam grunhindo e correram para traz da velha que por sua vez continuava abrindo a boca.Os três começaram a andar em direção à porta principal. Roger continuava com a mão estendida mostrando o pequeno talismã e os fantasmas iam se afastando na direção oposta. A velha soltou um berro de ódio e milhares de abelhas começaram a sair de sua boca rodeando a família, porém nenhuma foi capaz de tocá-los então Alex abriu a porta e saiu da casa.“Meu Deus.” – exclamou o rapaz.Quando todos olharam para fora puderam ver centenas de fantasmas, não eram pessoas más, eram prisioneiros dos fantasmas perversos que os atormentavam. Carol lamentou pelas almas mas não havia nada que pudessem fazer. Continuaram caminhando cercados de abelhas e espíritos até a cerca que dividia a casa com o resto do lugar, os três fantasmas sempre seguindo eles gritando e tentando alcançá-los. Quando passaram pela cerca o silêncio tomou conta do lugar, o único que escutavam vinha dos grilos e do vento. Olharam para trás e o lugar estava vazio, a única coisa que viram era seu carro.“Deixa esse carro velho ai.” – disse Roger sorrindo para a mulher.“O que é isso que você tem ai?” – perguntou Alex apontando a corrente do pai.“Eu visitei uma tribo indígena com meu pai quando eu era criança, quando estava indo embora, o líder da tribo pediu ao meu pai que eu participasse de uma cerimônia. Meu pai deixou e eu dancei e comi com eles, no final ele me deu esse talismã de madeira e me disse que era um protetor de maus espíritos e que eu deveria usar sempre que saísse da cidade.Enquanto saiam da propriedade dois olhos flamejantes os observavam pela janela de dentro casa. O único que a velha podia fazer era esperar por novos visitantes.Quando chegaram à cidade mais próxima comentaram do acontecido com alguns dos moradores e eles disseram que aquela casa era de uma bruxa que foi queimada na fogueira pelos moradores da região a mais de trezentos anos atrás e seu espírito ainda continuava lá espalhando a maldade pelo lugar, ninguém se atreve a entrar lá então o local fica abandonado. Dizem que se você passa por lá de noite pode ver a velha bruxa dentro da casa te convidando para entrar.


Um dos homes apontou para cima. Os três olharam e se viram pendurados no teto pelo pescoço, enforcados e mortos. Alex começou a chorar e abraçou os pais.

Fonte:contosehistoriasdetrror

Casa De Campo - Parte 1

Era uma noite de sexta-feira de inverno, o frio não era muito mas algumas pessoas usavam casacos pesados. Carol sentia o ar gostoso no rosto pela janela do carro, apesar de gostar mais de calor o frio a estava fazendo bem esse ano. Ela, seu marido Roger e o filho adolescente Alex estavam viajando para uma casa de campo que tinham alugado para passar o fim de semana.

“O que é aquilo?” – perguntou ele apontando para o horizonte.

“Não estou vendo nada.” – respondeu Carol.

“Acho que é uma pessoa andando na estrada, que coisa louca. Vou passar devagar para evitar que...”

Ele foi interrompido por um estrondo de algo se chocando contra o para brisa. Roger agiu rápido e freou com força, por alguns instantes perdeu o controle do carro que girou algumas vezes até parar.

Desceu do carro e correu em direção ao objeto com que ele havia chocado. Olhou pro chão e se deparou com um abutre nojento que já estava morto. Ele sentiu um calafrio estranho olhando o animal. Voltou para o carro, a mulher e o filho passavam bem e ninguém se machucou. O para brisa do carro estava todo trincado, mas era somente isso. Olhou novamente para onde havia visto a pessoa andando mas não viu nada.

Seguiram a viagem por duas horas até que chegaram ao lugar. A primeira coisa que os três notaram foram as árvores do lugar, elas não tinham folhas, era pura madeira.

“Lugarzinho tenebroso, nas fotos do site parecia muito melhor” – disse Roger olhando ao redor.

“Nossa, vamos embora ta me dando calafrio só de olhar pra esse lugar, dois dias aqui vão ser longos!” – exclamou Alex.

“Já pagamos pelo lugar agora vamos ficar, deixem de ser medrosos.” – Disse Carol já destrancando a porta da casa. “Se vocês não gostaram do lado de fora esperem até ver esse lixo, até eu quero ir embora.” – reclamou ela.

Roger entrou e entendeu a indignação da mulher, a casa por dentro fedia, a mobília velha e podre e as paredes estavam todas manchadas de tinta de cores diferentes. O piso era de cimento vermelho e todo rachado. Os três decidiram ir embora e entraram no carro que no momento da partida estourou alguma coisa no motor e saiu fumaça na frente do carro. O medo tomou conta dos três, de noite, no meio do nada e sem carro para sair dali era tudo que eles não queriam.

“Vamos descer estamos presos aqui pela noite, amanhã eu pego uma carona até a cidade mais próxima e procuro um mecânico.” – disse Roger já abrindo a porta do carro.

Depois de algumas horas de tédio todos foram dormir. No meio da noite Alex acorda e sente que alguém estava se deitando em sua cama, o escuro era total e não podia enxergar nada. Ele perguntou quem era, mas a pessoa ficou calada. Sentiu uma mão tocar seu rosto e ele se apavorou, o medo era tanto que ele não podia respirar, sabia que aquela mão não era de seus pais, mas estava com muito medo para reagir.

“Tão macia e limpa sua pele, isso vai acabar.” – disse a pessoa que estava deitada com ele.

Pela voz Alex percebeu que era uma mulher e muito velha. Ele sentiu a adrenalina subir e então acendeu vela do lado da sua cama. Quando se voltou para ver quem era a imagem o aterrorizou, a mulher era realmente velha, e no lugar dos olhos estavam somente os buracos. Alex gritou e segundos depois seus pais entraram no quarto. Eles viram a mulher na cama, Carol quase desmaiou e Roger gritava e tremia.

Continua...

Fonte: contosehistoriasdeterror

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Annabelle

Tida como como verdadeira, a história fala sobre uma boneca possuída, que foi responsável por várias manifestações demoníacas nos Estados Unidos, na década de 70. Contam que tudo começou quando a jovem Donna foi presenteada com uma antiga boneca por sua mãe. Ela havia acabado de entrar para a faculdade e dividiria um apartamento com sua amiga Anngie, uma enfermeira.
Apesar de ter achado o presente um tanto infantil, Donna deixava a boneca sobre sua cama todas as manhãs. Foi então que ela e Anngie começaram a perceber coisas estranhas acontecendo no apartamento. A própria boneca começou a se mexer, primeiro com movimentos quase imperceptíveis, como a mudança da posição das mãos; depois, passou a aparecer em outros cômodos do apartamento.
Para deixar as coisas ainda mais estranhas, mensagens a lápis em pergaminho super antigos começaram a surgir na casa. Donna achava aquilo tudo muito medonho, até porque ela e sua amiga não tinham aquele tipo de material tão antigo. As mensagens também eram arrepiantes, sempre pedindo por ajuda.

Donna e Anngie resolveram recorrer a um médium quando encontraram, certa vez, as mãos da boneca ensanguentadas. Foi então que elas descobriram que o espírito de uma menina, Annabelle Higgins – que morava naquele mesmo apartamento -, possuía a boneca.
Aparentemente, Annabelle só tinha 7 anos quando morreu e havia encarnado no brinquedo por precisar de atenção e carinho. Donna, então, se compadeceu com a história e permitiu que a boneca possuída permanecesse na casa.

Mas, parece que essa não foi uma boa escolha. Coisas ruins começaram a acontecer. A boneca, inclusive, tentou matar enforcado um amigo de Donna, que dormiu no apartamento uma noite. Como não conseguiu matar o rapaz, no dia seguinte ela voltou a atacá-lo, mas de uma forma mais sobrenatural: Annabelle preparou uma emboscada para o rapaz, o atraindo para a sala. Quando estava sozinha com ele, um ser invisível lhe enfiou as garras no peito, deixando sua pele cortada e sua camisa cheia de sangue. O mais impressionante de tudo é que o ferimento, quente e profundo, se fechou quase na mesma hora.

Donna, então, tomou uma decisão drástica. Contatou um padre, conhecido por lidar com possessões. Além disso, o casal Ed e Lorraine Warren – famosos por tratar com assuntos demoníacos e paranormais – também se interessou pelo caso e tomou frente das investigações. No final das contas, eles descobriram que, na verdade, a boneca não estava possuída, mas que havia um espírito que manipulava o brinquedo para se aproximar das pessoas, na tentativa de conseguir um hospedeiro humano!
O apartamento das meninas foi exorcizado por dias e a boneca foi levada pelo casal para o Museu Ocultistas, em Connecticut. Nesse lugar – que eles construíram especialmente para guardar objetos e relíquias dos casos que resolviam – foi preparado um espaço especial para Annabelle, onde ela permanece até hoje em exposição.
Tradução da terceira imagen: CUIDADO Não toque em nada

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Enigma

Dessa vez eu resolvi trazer algo um pouco diferente para vocês: um enigma. A única dica que darei é a seguinte: estejam sempre atentos a aquilo que lhes é apresentado. Boa sorte.

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Dois amigos decidiram fazer um teste de coragem em uma mansão assombrada na vizinhança. Eles seriam os únicos da escola capazes de tal façanha.

Já era meia noite quando chegaram.

A mansão estava abandonada há muito tempo e não tinha energia elétrica. Fora isso ela não estava tão destruída. Ainda haviam longos e escuros corredores onde qualquer coisa poderia aparecer.

Um deles começou a falar.

- Sabe, você conhece a história dessa mansão? Dizem que o filho da família que morava aqui foi brutalmente assassinado e seus olhos foram arrancados com uma faca. A família abandonou a mansão e nunca mais voltou. Dizem que é o filho da família que assombra este lugar agora.

Os dois brincaram na hora com essa história, mas depois de algum tempo o clima ficou muito tenso, e eles não paravam de pensar se algum fantasma apareceria.

Porém quando deram duas horas da manha eles decidiram ir embora. A noite havia sido mais tranquila do que eles imaginaram que seria.

- Tanto que falaram dessa mansão, no fim das contas não vi nada.

- Eu também não vi nada.

- E eu também não vi nada.

Ningen


Há alguns meses atrás teriam surgido relatos do avistamento de um estranho tipo de animal que vaga pelos oceanos Pacífico e Antárctico. Estes seres são conhecidos nessas regiões simplesmente como “Ningen”

O "Ningen", que se traduz como "humano" do japonês, foi apelidado assim pelos pescadores nipônicos do Pacífico. Histórias sobre o Ningen surgiram recentemente, a partir da década de 1990 quando vários homens do mar alegaram ter visto criaturas similares nadando em águas profundas. Estes pescadores profissionais ficaram espantados com o tamanho do monstro e ainda mais chocados por esta besta albina parecer vagamente humanoide.

As testemunhas dizem que ele mede entre 60 e 90 pés de comprimento (18 e 27 metros respectivamente) e pesa dezenas de toneladas. O Ningen é descrito como uma imensa criatura marinha semelhante a uma baleia, com pele de textura suave e pálida, quase branca, possuindo formato que lembra vagamente cabeça, tronco e apêndices de um ser humano. Alguns dos que o avistaram afirmam ainda que o Ningen tem uma cauda de sereia no lugar das pernas. No entanto, muitos outros insistem que ele possui nadadeiras semelhantes a membros que lhe permitem, inclusive, andar em terra como um bípede. Segundo alguns a criatura teria "mãos", dotadas de cinco dedos nas extremidades de braços longos e esguios.


Estes seres são sempre descritos como extraordinariamente grandes e de aparência esbranquiçada que os destaca na água. Muitos dos supostos observadores relataram que esses animais não têm características faciais distintas a não ser dois olhos enormes e uma fenda que lhes serve de boca. Segundo a maioria dos relatos, as criaturas teriam hábitos noturnos e prefeririam correntes marinhas frias.

Assim como as baleias, eles precisariam subir à superfície para respirar e quando o fazem lançam grande quantidade de água e espuma. Em algumas oportunidades eles foram vistos aos pares ou até em grupos maiores, embora na maioria das vezes sejam encontrados sozinhos. Machos e fêmeas seriam praticamente iguais sendo impossível distinguir o sexo, se é que existe uma separação por gênero.

Nas vezes em que foram avistados, os Ningen simplesmente nadaram ao redor das embarcações mantendo uma distância de pelo menos 10 metros. Barcos que tentaram seguir o animal descobriram que ele pode se mover velozmente e desaparecer em segundos mergulhando nas profundezas. Alguns teóricos conjecturam que os Ningen habitam águas profundas e que precisariam subir à superfície raramente, eles também viveriam sob calotas polares onde encontram nichos e depósitos de ar. O derretimento acelerado dessas calotas teria forçado os Ningen a se afastar do seu habitat natural possibilitando seu avistamento cada vez mais frequente.

Testemunhas também chamaram a atenção para o estranho canto do Ningen, que não se assemelha a nenhum som de animal marinho conhecido e que parece um longo lamento.

Não se sabe ao certo quando os primeiros relatos sobre essa criatura gigantesca começaram a circular​​; mas supõe-se que os Ningen ganharam notoriedade quando informações sobre seus avistamentos acompanhados de relatos apareceram on-line em fóruns populares de notícias no Japão. Um indivíduo anônimo que alegava trabalhar em um "navio de pesquisa do governo" fez um relato completo sobre o avistamento de uma dessas criaturas que presenciou no navio em que ele estava.

Segundo o relato dessa testemunha - corroborado mais tarde por outros colegas pesquisadores - os tripulantes foram atraídos ao convés pelo alerta de um dos vigias que havia visto o que inicialmente pensava se tratar de um "submarino estrangeiro". Quando o navio de pesquisa se aproximou do objeto ficou evidente que eles não estavam lidando com um veículo submergível, mas com uma forma de vida desconhecida. A tripulação observou com admiração a gigantesca criatura, tratada como algum tipo de baleia acometida de uma anomalia. O animal nadou a uma distância de no máximo 30 metros do navio, se movendo rapidamente, surgindo na superfície pelo menos duas vezes até que submergiu e não foi mais vista.

Há rumores persistentes que sugerem que os membros desta equipe oceanográfica registraram a aparição tirando fotografias e realizando filmagens extraordinárias da "coisa" durante o seu breve encontro. Tais imagens teriam sido suprimidas e confiscadas, a fim de poupar o instituto que promoveu a missão do constrangimento - e ruína financeira - de ser associado a este tipo de manchete sensacionalista. Sem dúvida, a explicação se refere ao suposto avistamento de "águas vivas gigantes" em 2002 que se provou um fiasco e arranhou a credibilidade do órgão de pesquisas oceanográficas do Japão que deu crédito a imagens falsas.

Não é preciso dizer que logo que essa ocorrência se tornou pública, através do relato de supostas testemunhas, o enigma ganhou interesse da imprensa e do público. Em novembro de 2007, o burburinho em torno desses monstros misterioso, e as fotografias que começaram a aparecer, era tão intenso que os editores da revista japonesa "Mu" publicaram um longo artigo sobre este acontecimento desconcertante.

A "Mu", é uma publicação semelhante a "Fate," uma revista que se dedica à difusão de informações sobre todos os tipos de fenômenos paranormais, o que inclui cryptids, o avistamento de animais e criaturas desconhecidos e não catalogados pela ciência. Em seu artigo sobre o Ningen a revista questionava a existência da tal criatura marinha, entrevistava autoridades, cientistas, biólogos e marinheiros além de questionar a possível existência de uma criatura marinha gigantesca. A edição foi um sucesso e o Ningen se tornou ainda mais popular, ganhando fama internacional.

Fotografias e desenhos da criatura ilustravam as páginas da revista. A "Mu" exibiu ainda uma imagem do Google Maps do que parecia ser uma criatura semelhante ao Ningen nadando no Atlântico Sul, próximo da costa da Namíbia.


Logo após a publicação do artigo, um dilúvio de cartas bombásticas, relatos exagerados, fotos desfocadas e vídeos com imagem granulada inundou a web com indivíduos afirmando terem visto a mesma criatura marinha em alguma ocasião. A maioria dos relatos e material gravado era no mínimo de origem questionável, sendo que alguns eram falsificações grosseiras. Outros, no entanto, eram simplesmente estranhos e impossíveis de serem avaliados. Mas alguns poucos causaram dúvida como a misteriosa fotografia de uma criatura bípede, semelhante a um cetáceo "caminhando" sobre calotas polares na Antártida.


O farto material alimentou a discussão e acalentou a teoria de que o governo japonês teria conhecimento da existência dessa forma de vida e que levava muito à sério qualquer relato feito por embarcações que afirmavam ter visto a criatura. De fato, existem inúmeros rumores sobre investigadores do governo ligados às forças armadas japonesas, sobretudo a Marinha, fazendo perguntas e entrevistando testemunhas.

Um dos boatos mais extraordinários envolveu o avistamento de um Ningen pela tripulação de um barco de pesca em águas japonesas aconteceu no ano de 2008. A tripulação do pesqueiro teria visto não apenas uma, mas duas das bizarras criaturas nadando em águas mais rasas. Os animais teriam circulado o pesqueiro várias vezes, rompendo a linha da superfície e se aproximando ficando a apenas cinco metros do costado. Na ocasião, os pescadores tiraram várias fotos e chegaram a fazer um vídeo curto da experiência. Eles teriam ainda gravado o som do canto do animal. A prova irrefutável teria sido negociada com um canal de televisão japonês, que comprou o material e pretendia apresentá-lo em um de seus programas. Na última hora, o material teria sido confiscado por autoridades que exigiram a entrega de todas as fotos e filmes sob pena de instauração de processo.

Os defensores da existência do Ningen afirmam que a maior parte das fotografias de má qualidade, montagens e narrativas simplórias que vieram à público foram criadas para encobrir a verdade e rejeitar toda e qualquer noção de que essas coisas possam ser reais. Segundo esses "teóricos de conspiração", a melhor maneira de desacreditar uma estória real é contá-la de uma forma que qualquer menção a ela pareça inacreditável, ridícula e em ultima análise delirante.


Qualquer entusiasta da ufologia defende que esta é a mesma tática usada pelos EUA e muitos outros governos para desacreditar fenômenos envolvendo os OVNIs. O maior de todos os fenômenos envolvendo um mistério ufológico, o famoso Caso Roswell parece seguir essa cartilha, nele supostos discos voadores foram tratados como balões metereológicos. Os céticos sugerem que esse método foi empregado para reduzir a paranoia crescente sobre "discos voadores" durante a Guerra Fria.

Afinal de contas o que seriam esses seres, qual seria sua origem? Seriam formas de vida inteligentes, sistematicamente ocultadas para o grande público? Alguma forma de vida alienígena ou milenar que possui parentesco com os humanos? Provavelmente nunca teremos certeza.


                          



O Quarto Íniquo


Esses dias eu estava no meu banheiro matando o tempo tentando ouvir os lamentos e os pedidos de socorro deles do outro lado da membrana que nos separa daquele lugar onde nossas leis não se aplicam, como sempre faço quando estou com tédio. Aí notei que a face que se esconde atrás da minha estante queria falar comigo. 

Quando empurrei o móvel para o lado, ela sorriu com seus dentes amarelos e sua expressão deformada e disse.

“Já faz tempo que não conversamos, mas você se lembra da coisa. Pois é, a coisa finalmente pegou sua mãe, quando ela passava no lugar de sempre.”

Eu fiquei um pouco bravo, pois sempre disse para minha mãe não passar por aquele atalho quando voltasse do trabalho justamente por que a coisa se escondia lá. Na árvore, em baixo dos carros, no buraco do muro: a coisa sempre ficava espreitando quando ela passava lá. 

Quando minha mãe chegou e trouxe meus alimentos, notei que ela tinha um sorriso estranho no rosto. Não era um sorriso de alegria, ou de algo engraçado. Era vazio, como quem guarda em si o vácuo de uma vida apagada. E de alguma forma, reconhecia em seus olhos, no fundo, o machucado da alma. Talvez fosse por lá que a coisa entrou. 

“Vou dormir mais cedo hoje, estou muito cansada. Não esqueça de colocar o cachorro para dentro, ele fica assustado com seu irmão andando em volta da casa a noite.” 

Tirando o fato de dormir cedo, a parte do pôr o cachorro era sempre a resposta robótica dela, besteira de mãe, claro: meu irmão nunca andava em volta da casa, foi justamente por isso que eu coloquei ele no quarto lá do fundo, onde guardo meus pensamentos e incertezas. Todos temos um quarto para isso, guardamos coisas que não jogamos fora, e também as anomalias que encontramos eventualmente. Eu pessoalmente não gosto muito de ir lá. Depois que fui carregando ele com coisas, não se pode mais ver o fundo, parece que o escuro não tem fim, e muito, mas muito longe, dá para ver pequenos pontos de luz. Eu acho que são estrelas, mas tenho medo de tentar alcançá-los, pois não quero perder a porta. 

Voltei para meu quarto e perguntei para a face por que a coisa havia vindo para minha casa, e se ela ia ficar na minha mãe por muito tempo.

“Ela veio pois quer conhecer você melhor, e quer que você entenda ela. Provavelmente ela irá sair da sua mãe esta noite e tentará fazer contato.”

Fiquei deitado na minha cama olhando para o teto. Não gosto de fechar os olhos até eu dormir por exaustão, pois quando você fecha seus olhos, imediatamente centenas de outros olhos se abrem para lhe observar, e isso me incomoda um pouco. Ainda mais por ter se tornado bem mais frequente depois de Deus ter ido embora. 

Minutos depois eu acordei e me dei conta de que a porta do quarto estava aberta. E uma pequena e fina névoa formava uma linha. Obviamente eu deveria acompanha-la. Ela seguia pelo corredor e descia a escada. No caminho passei pelo quarto de minha mãe, ela estava de fato cansada pois pelo visto dormiu antes de colocar a metade de baixo de seu corpo sobre a cama. 

Depois de passar pela cozinha me dei conta para onde a né
voa estava me levando. Fiquei irritado com isso, seja lá o que ela queria me mostrar, não devia levar para meu quarto de anomalias. Além disso, a porta ainda estava aberta! Aquela porta só pode ficar pouco tempo aberta, se não as dúvidas escapam, e meu irmão fica chateado por isso, ele não gosta de ser perturbado sem necessidade depois que o guardei lá; O que é compreensível pois é difícil se desprender da realidade quando se é jogado no poço do infinito, ainda mais se os ecos da vida ainda chegam até você. 

Enfim, entrei para ver o que queriam. Dei alguns passos pelo quarto escuro, e lá a nevoa sumia. Mas eu sentia ela, a coisa. Tive que andar um pouco mais a fundo para começar a ver sua forma surgindo a frente. Ela estava em um canto, tremendo. Era a primeira vez que eu a via. Do jeito que eu a visualizava era como minha mente limitada podia processar, pois a coisa não é daqui, nem deveria estar aqui. 

Possuía um corpo de um aracnídeo e sua cabeça se assemelhava ao crânio de um bode. Em uma das órbitas oculares havia um olho com três íris, e na outra, apenas vazio. A coisa me observava encolhida. Tremendo. Me perguntava o que fazer quando ouvi um grito de criança. Era um grito que misturava ódio e medo como quem acusa alguém de quebrar a lei mais básica e cometer a maior maldade. Desespero e fúria. Junto com o grito o barulho da porta se fechando violentamente. Me virei por instinto e vi que a luz do corredor não estava mais lá. Eu estava preso no quarto dos fundos. Me virei novamente para a coisa, e em vez de estar no canto encolhida, ela estava na frente do meu rosto.

Agora eu entendo porque ela veio. Quando o universo começa a apresentar defeitos, ela aparece. Não são todos que podem vê-la, mas todos sentem de alguma forma. Ela veio até mim pois quer minha ajuda para espalhar seu propósito. Estranho, pois eu achei que ficaria preso para sempre no quarto. Vaguei por eternidades procurando uma porta. Mas evidentemente apesar de antes duvidar, eu encontrei uma.


Afinal, estou falando com você agora, não estou?





Fonte: creepyattic.blogspot.com